domingo, 5 de setembro de 2010

Centro de Eventos terá 1ª feira em agosto

Entrega do empreendimento será realizada em junho do próximo ano. Data  foi garantida após reunião com autoridades do setor têxtil e representantes da Setur-CE - Empreendimento, com custos de R$ 306 milhões, abrirá as portas no dia 12 de agosto para a Maquintex

O Centro de Eventos do Ceará já tem data confirmada para receber a primeira grande feira de negócios. No dia 12 de agosto, o empreendimento, que custará cerca de R$ 306 milhões aos cofres públicos, abre as portas para empresários e técnicos da indústria têxtil de todo o Brasil que participarão da Maquintex e, em paralelo, a 14ª edição do Congresso Nacional de Técnicos Têxteis (CNTT).

A decisão foi anunciada após reunião de autoridades do setor têxtil, representantes da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-CE) e do consórcio Galvão Engenharia/ Andrade Mendonça, responsáveis pela obra. Nela, a entrega da obra do centro foi garantida para junho do próximo ano, segundo o presidente do grupo FCEM (empresa que organizará a Maquintex), Hélvio Roberto Pompeo Madeira.

De acordo com o presidente, que também esteve presente na reunião, a confirmação do evento como o primeiro do Centro de Eventos do Ceará, considerado como o maior da América Latina, representa um marco para o setor de eventos no Nordeste.

"Para nos é muito importante, uma feira de máquinas, onde teremos acesso a pavilhões, energia, estrutura de ar comprimido. Isso vai ser um marco não só para nossa feira, mas vai trazer desenvolvimento para o Ceará. Vai ser um fomento muito grande para o turismo de negócios", avalia.

A confirmação da feira no Centro de Eventos do Ceará fez com que a organização da Maquintex repensasse o evento de forma a utilizar todo o espaço disponibilizado para o novo empreendimento.

Atrações internacionais
Com isso, a feira deve trazer atrações internacionais. "Já estamos organizando um novo layout. Países como Itália, Japão, Portugal estão vindo. Com o Centro de Eventos, a feira será ampliada pela possibilidade de trazer mais empresas. Podemos ter equipamentos gigantescos no evento", revela Madeira. A Maquintex tem se consolidado como importante evento da indústria têxtil do Nordeste. Na edição 2007, foram mais de 320 marcas expositoras, distribuídas em cerca de 80 estandes que receberam a visita de mais de 12 mil pessoas. Em 2009, foram cerca de 400 marcas, em 120 estandes e 16.440 mil visitantes. Para Madeira, o evento no ano que vem deve superar as expectativas. "Saímos de uma feira recentemente com 1900 marcas e cerca de R$ 1,5 bilhão em equipamentos comercializados. São números que não garantimos que vão ocorrer no Nordeste, mas perspectivas são excelentes de crescimento e de comercialização", projeta Roberto Madeira.

DEFICIÊNCIA - Importação de máquinas ainda é problema
Apesar de estar situado entre os maiores produtores de têxteis do Brasil, o Estado do Ceará, como o resto do País, se insere em uma realidade em que a balança comercial se mostra desfavorável. O Ceará fechou o primeiro semestre do ano com déficit de US$ 51,326 milhões. A cifra resulta da diferença entre os US$ 33,342 milhões exportados e os US$ 84,668 milhões importados pelo segmento. Os números - disponibilizados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) - mostram que o montante vendido pelo Estado ao mercado internacional é menos da metade daquilo que foi comprado, de janeiro a junho de 2010.

No Brasil, a importação de produtos têxteis e confeccionados, de janeiro a julho de 2010, aumentou 47%, contra alta de 20,9% nas exportações brasileiras. O déficit nos primeiros sete meses do ano já chega a US$ 1,88 bilhão, com um crescimento de 62,30% em relação a igual período de 2009. Se o déficit se mantiver neste patamar, deverá alcançar mais de US$ 3 bilhões até dezembro, um saldo histórico negativo para o setor.

A forte concorrência com a matéria finalizada vinda da Ásia, principalmente da China, é um desafio para o setor. Para João Carlos Lebre, o produto brasileiro, em termos de qualidade, leva vantagem. "Ha cada dez empresas asiáticas, duas tem qualidade. Elas não conseguem fazer frente ao mercado brasileiro", avalia.

GUSTAVO DE NEGREIROS - REPÓRTER - 2/9/2010

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